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Reinventando um clássico com olhar feminino 'Escola de Mulheres - Um sátira ao Patriarcado'


O Grupo Lunar de Teatro apresenta "Escola de Mulheres - Um sátira ao Patriarcado", uma peça que ressignifica a obra de Molière e atualiza o contexto da história para os dias atuais. Com estreia marcada para o dia 9 de agosto, no Teatro Itália, a montagem traz uma reflexão contundente sobre o machismo e os padrões impostos às mulheres, através de uma narrativa cômica e irônica.


Molière, renomado dramaturgo francês, marcou a história teatral com suas comédias satíricas que criticavam os costumes de sua época. Em 1662, ele escreveu e encenou "Escola de Mulheres", uma peça que narra a história de Arnolfo, um homem machista que adota Inês, uma menina de apenas 4 anos, com o objetivo de moldá-la para ser sua esposa perfeita. O enredo original é contado sob o ponto de vista masculino, mas o Grupo Lunar decidiu subverter essa perspectiva, dando voz às vozes femininas.


Nessa nova versão, idealizada por Suzana Muniz e Mau Machado, o foco recai sobre a personagem principal, Inês, e no grupo de mulheres que se revezam entre um tom irônico e de companheirismo em relação à protagonista. A comédia se torna a ferramenta para pesar a crítica em um mundo ainda moldado por uma estrutura patriarcal. O espetáculo provoca risos, mas também incômodo, levando o público a refletir sobre questões tão pertinentes nos dias atuais.


Suzana Muniz, diretora, atriz e responsável pela adaptação do texto, destaca a importância da sororidade entre mulheres para enfrentar o patriarcado. Ela ressalta que o riso é, muitas vezes, nervoso e desconfortável, pois revela a triste realidade em que homens ainda usam seu poder para moldar e limitar a liberdade das mulheres. A peça se torna um alerta crítico sobre a necessidade de união feminina para combater abusos e opressões.


As canções compostas por Mau Machado para a peça, interpretadas ao vivo pelo Grupo Lunar, agregam ainda mais profundidade à narrativa, provocando reflexões além da sátira e destacando o quão surreal é uma história pautada pela desigualdade de gênero. A música se torna mais um elemento essencial para conectar a história aos tempos atuais, reforçando a mensagem central da montagem.

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