Após turnê internacional, solo “PAI”, de Guilherme Logullo, volta ao Rio em abril no Teatro Gláucio Gill
- Isabel Branquinha

- há 20 horas
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Dirigido por Arthur Makaryan, espetáculo reflete sobre traumas, violência paterna e possibilidade de reconstrução a partir da arte

Depois de uma trajetória que incluiu temporadas no Brasil e uma circulação internacional, o solo “PAI”, idealizado e protagonizado por Guilherme Logullo, retorna ao Rio de Janeiro para uma curta temporada entre 8 e 29 de abril, no Teatro Gláucio Gill, em Copacabana. As apresentações acontecem às quartas-feiras, às 20h.
Com direção do armênio Arthur Makaryan, o espetáculo propõe uma experiência cênica íntima e visceral sobre os impactos duradouros de relações paternas violentas. Inspirado em uma história real, o trabalho acompanha um homem que confronta memórias de abuso, vergonha, silêncios e gestos de controle, ao mesmo tempo em que busca alguma forma de libertação e reconstrução.
A dramaturgia costura autoficção, teatro do absurdo e referências da dança Butoh, transformando a experiência pessoal em matéria cênica. Em cena, passado e presente se misturam em um espaço cru, onde a violência herdada convive com a tentativa de dar novo sentido ao trauma.
Segundo Guilherme Logullo, a peça nasce do desejo de ressignificar vivências difíceis ligadas à figura paterna. No material de divulgação, o artista afirma que transformar essas experiências em arte foi uma forma de encontrar força, clareza e libertação.
“PAI” também chega ao Rio acompanhado de reconhecimento crítico. O solo recebeu indicação de Melhor Solo no Prêmio Arcanjo de Cultura, de Melhor Ator no Prêmio Cenyn e o selo “O Teatro me Representa” de Melhor Monólogo, segundo o material enviado para divulgação.
A ficha da montagem reúne ainda Marieta Spada na cenografia, Karen Brusttolin nos figurinos, Paulo Denizot no desenho de luz e João Paulo Mendonça na música original. A realização é da Luar de Abril Produções.
Sinopse
Inspirado em uma história real, “PAI” acompanha a jornada de um homem confrontando os impactos duradouros dos abusos sofridos nas mãos de suas figuras paternas. Em um espaço impregnado de memória, ele revive episódios de violência, rituais, vergonha e silêncios, marcados por crueldade, controle e ternura fugidia.
Sobre Guilherme Logullo
De acordo com o material da produção, Guilherme Logullo é multiartista, formado em teatro musical pela London Studio Centre e em Jornalismo pela Universidade Estácio. Na carreira, atuou em musicais como “Chicago”, “Pippin”, “Elis, a musical”, “A Bela e a Fera” e “West Side Story”, além de trabalhos em TV e streaming.
Sobre Arthur Makaryan
O diretor Arthur Makaryan, nascido na Armênia e radicado em Nova York, é fundador da Arté Makar Productions. Segundo a divulgação do espetáculo, ele estudou direção na Juilliard, tem formação pela Columbia University e pela Sorbonne, e desenvolve uma prática artística ligada a diferentes tradições internacionais de treinamento e encenação.
Serviço
PAI
Datas: 8, 15, 22 e 29 de abril de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Gláucio Gill
Endereço: Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, Rio de Janeiro
Lotação: 104 lugares
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Ponto de venda sem taxa de conveniência: Teatro Gláucio Gill
Horário de funcionamento da bilheteria: segunda a domingo, das 16h às 20h.




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