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Cia Ludens estreia “Uma velha canção, quase esquecida” em maio no Sesc Pompeia

Com direção e tradução de Domingos Nunez, espetáculo da autora irlandesa Deirdre Kinahan investiga a demência progressiva no Alzheimer a partir da trajetória de um velho ator em luta contra o apagamento da memória. 


Cia Ludens estreia “Uma velha canção, quase esquecida” em maio no Sesc Pompeia
Imagem: Ronaldo Gutierrez

A Cia Ludens estreou em 2 de maio, no Sesc Pompeia, o espetáculo “Uma velha canção, quase esquecida”, da dramaturga irlandesa Deirdre Kinahan. Concebida para ser representada por dois atores, a peça acompanha duas versões do mesmo homem — uma mais velha e outra mais jovem — em uma reflexão sobre o avanço do Alzheimer e seus efeitos irreversíveis sobre a memória, o comportamento e a identidade.


Na trama, um velho ator, interpretado por Genezio de Barros, vive em uma casa de repouso e escreve obstinadamente na tentativa de preservar lembranças de pessoas e acontecimentos que marcaram sua vida. Durante um concerto no asilo, impulsionado pela música e auxiliado pela duplicação mais jovem de si mesmo, papel de Iuri Saraiva, ele tenta reconstruir sua carreira, revisitar seus amores e reconstituir sua própria história.


Com tradução e direção de Domingos Nunez, a montagem investiga o processo de degeneração da memória também por meio da linguagem e da música. As palavras escritas pelo protagonista, lidas em cena como tentativa de retenção do passado, tornam-se parte da própria dramaturgia, ao mesmo tempo em que revelam a fragilidade desse esforço diante do esquecimento progressivo. A trilha sonora original, assinada pelo violonista Mario da Silva, ocupa papel central na encenação.


Desde o início, os músicos Aline Reis, Mafê e Vinícius Leite permanecem em cena. Em um primeiro momento, parecem apenas executar um concerto na instituição onde vive o personagem principal, mas, aos poucos, o espetáculo revela que sua presença também pode ser entendida como projeção da mente confusa do protagonista — mais uma tentativa de organizar o presente e reter o passado.


Escrita em 2023 com o título original “An Old Song, Half Forgotten”, a peça estreou no Abbey Theatre, em Dublin, e agora ganha montagem brasileira pela Cia Ludens. A escolha do texto reforça o interesse do grupo por dramaturgias contemporâneas e por temas ligados à vulnerabilidade, à linguagem e à condição humana.


Sinopse

“Uma velha canção, quase esquecida” é uma jornada para dentro da alma e da vida de um velho ator que, vivendo com Alzheimer, escreve obstinadamente para manter na memória os registros de pessoas e fatos que marcaram sua trajetória. Durante um concerto no asilo onde mora, impulsionado pela música e auxiliado pela duplicação mais jovem de si mesmo, ele tenta reconstruir sua carreira e relembrar sua família e seus amores.


Serviço

Uma velha canção, quase esquecida

Temporada: de 2 a 24 de maio de 2026 

Sessões: quartas, quintas e sábados, às 20h; sextas, às 16h e às 20h; domingos, às 18h 

Sessões com Libras: 8, 15 e 22 de maio 

Local: Sesc Pompeia Endereço: Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo 

Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 18 (credencial plena) 

Vendas: online em sescsp.org.br e presencialmente nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo 

Classificação: 12 anos 

Duração: 70 minutos 

Capacidade: 302 lugares.


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