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ARGILA, obra-instalação de Áurea Maranhão, estreia no Sesc Ipiranga e propõe ritual cênico sobre heranças coloniais e justiça climática

Espetáculo do Maranhão fica em cartaz de 18 de julho a 10 de agosto, no projeto Teatro Mínimo do Sesc Ipiranga

ARGILA, obra-instalação de Áurea Maranhão, estreia no Sesc Ipiranga e propõe ritual cênico sobre heranças coloniais e justiça climática
Imagem: Chuseto

Um ritual cênico feito de barro, palavra e música. É assim que o espetáculo ARGILA, criação da atriz, dramaturga e diretora Áurea Maranhão, chega a São Paulo para temporada de estreia no Sesc Ipiranga, dentro do projeto Teatro Mínimo, de 18 de julho a 10 de agosto de 2025. As sessões ocorrem às sextas-feiras, às 21h30, e aos sábados e domingos, às 18h30.


Vinda de São Luís do Maranhão, a obra une performance ao vivo, som imersivo e iluminação coreografada para refletir sobre ancestralidade, justiça climática e transformação social. Em cena, uma cidade em miniatura feita de argila serve de cenário para contar histórias de um Brasil marcado por violência colonial, colapsos ambientais e urgências contemporâneas.


Barro como símbolo de memória, resistência e futuro


A argila, mais que matéria, se torna metáfora: moldar o barro é reimaginar o mundo. Em ARGILA, o barro é símbolo da resiliência dos corpos e da memória coletiva, e o processo cênico se transforma num gesto de cura. Com dramaturgia livremente inspirada nos livros Sonho Manifesto de Sidarta Ribeiro e nas obras de Ailton Krenak, a montagem propõe um reencontro entre humanidade e natureza, passado e futuro.


“Nosso trabalho com a argila busca recuperar a escuta do corpo e curar as mazelas da contemporaneidade, como a solidão causada pela virtualidade e a desconexão com nossos desejos”, afirma Áurea Maranhão.


Uma experiência sensorial e política


Unindo teatro, instalação e música ao vivo, ARGILA é construída por uma equipe de artistas negros e indígenas do Maranhão. A trilha original é executada ao vivo por Valda Lino, que também assina a direção musical. A encenação ainda conta com direção de movimento de Luty Barteix, arte e figurinos de Eli Barros, luz de Renato Guterres e identidade visual de Amanda Travassos.


A narrativa percorre diferentes formas de expressão — do épico à confissão — enquanto aborda temas como ancestralidade, justiça social, colapso climático e reinvenção coletiva. Cada sessão se torna uma arena viva de reflexão sobre quem fomos, quem somos e quem ainda podemos ser, se ousarmos sonhar juntos.


Do Maranhão ao Sesc Ipiranga: resistência nordestina em cena


Com realização da produtora-coletivo Terra Upaon Açu Filmes, ARGILA valoriza a criação autoral e o protagonismo do Norte e Nordeste no teatro contemporâneo. A obra reforça o papel da arte como espaço de denúncia e reconstrução, evocando um teatro sensorial e politicamente urgente.


SERVIÇO — ARGILA


📍 Local: Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga – São Paulo 

📅 Temporada: 18 de julho a 10 de agosto de 2025 

🕗 Horários: sextas às 21h30; sábados e domingos às 18h30 

🎟️ Ingressos:

  • R$ 50 (inteira)

  • R$ 25 (meia)

  • R$ 15 (credencial plena) 

  • 🔗 Vendas online: a partir de 8/7, às 17h, no site sescsp.org.br 

  • 🛒 Vendas presenciais: a partir de 9/7, às 17h 

  • Duração: 55 minutos 

  • 👥 Classificação: 12 anos 

  • Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida 

  • 🎭 Capacidade: 60 lugares

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