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Edwin Luisi reestreia “Eu Sou Minha Própria Mulher” no Teatro Poeira, com direção de Herson Capri

Dezoito anos após o sucesso que lhe rendeu os prêmios Shell e APTR, ator volta ao solo de Doug Wright (Pulitzer) para narrar a trajetória da alemã Charlotte von Mahlsdorf — travesti que atravessou o nazismo e a Alemanha Oriental mantendo viva sua identidade e um espaço clandestino de resistência LGBTQIAPN+.


Edwin Luisi reestreia “Eu Sou Minha Própria Mulher” no Teatro Poeira, com direção de Herson Capri
Imagem: De Divulgação

Um dos marcos do teatro contemporâneo retorna aos palcos em nova montagem: “Eu Sou Minha Própria Mulher”, de Doug Wright, com Edwin Luisi e direção de Herson Capri, estreia no Teatro Poeira, em Botafogo. A estreia para convidados aconteceu no último dia 4, às 20h, abrindo temporada até 26 de abril.


Sozinho em cena, Edwin Luisi interpreta mais de vinte personagens para reconstruir a história real e extraordinária de Charlotte von Mahlsdorf (1928–2002), guardiã da memória que, durante e após o nazismo, sobreviveu à perseguição, ao preconceito e à violência, reuniu um acervo de antiguidades que se tornou museu e manteve um cabaré LGBTQIAPN+ clandestino, espaço de encontro, afeto e resistência cultural.


Vencedora do Prêmio Pulitzer, a dramaturgia de Doug Wright nasce de entrevistas com Charlotte e também acompanha o próprio autor em cena, confrontando fascínio, dúvidas e camadas contraditórias do relato. Na nova versão, a montagem preserva o essencial do solo, mas atualiza o texto e reposiciona sua força diante do presente, ampliando o diálogo com temas como LGBTfobia, intolerância e totalitarismo.


“Antes de mais nada, é necessário dizer que essa é uma releitura, uma outra produção. Alguns profissionais mudaram, o texto foi atualizado. (…) Vejo o texto hoje muito mais atual do que na época, porque fala de identidade, resistência, da liberdade de se ser o que se é”, reflete Edwin Luisi.


A encenação aposta no rigor da interpretação como motor do espetáculo — sem recorrer a artifícios, o ator transforma corpo e voz para atravessar figuras como pai, amante, oficiais nazistas, interlocutores e o próprio Doug Wright. A direção de Herson Capri conduz o jogo direto com a plateia, reforçando o teatro como espaço de escuta, confronto e empatia.


Sinopse

Doug Wright é convidado a entrevistar Charlotte von Mahlsdorf e escrever sua história. Relutante no início, ele se deixa capturar pela figura da travesti alemã que, nascida em 1928 sob o nome de Lothar Berfelde, afirma sua identidade feminina em meio ao terror nazista e às violências do século XX. Os encontros entre autor e personagem se entrelaçam a memórias e acontecimentos que transformam a narrativa — e o próprio olhar de Doug — enquanto Charlotte insiste em existir, preservar e resistir.


Ficha técnica

Texto: Doug Wright 

Direção: Herson Capri 

Atuação: Edwin Luisi 

Assistente de direção: Cláudio Andrade 

Cenário e figurino: Marcelo Marques 

Iluminação: Aurélio de Simoni 

Trilha sonora: Jerry Marques 

Fotos: Lívio Campos 

Programação visual: Lucas Lopes 

Produção: Sergio Saboya e Silvio Batistela 

Produção executiva: Cláudio Andrade 

Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany


Serviço

EU SOU MINHA PRÓPRIA MULHER 

Temporada: até 26/04/2026 

Horários: quinta a sábado, 20h | domingo, 19h 

Onde: Teatro Poeira — Rua São João Batista, 104, Botafogo (RJ) 

Capacidade: 170 espectadores 

Duração: 70 min 

Gênero: drama biográfico 

Classificação: 14 anos 

Acessibilidade: sim 

Ingressos: R$ 140 (inteira) | R$ 70 (meia) 

Bilheteria: terça a sábado, 15h–20h | domingo, 15h–19h


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